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Os dois produtos
mais importantes desta Freguesia são, como na generalidade de todo o Alto Douro,
o vinho e o azeite, podendo ainda realçar a amêndoa, figo e a laranja. O vinho é
reconhecidamente um dos melhores da região, quer no tocante aos vinhos de mesa,
quer nos generosos, velhos, finos, ou tratados que desde o séc. XVII são
conhecidos como "Vinho do Porto".

Muitas são casas
exportadoras e compradoras que enviam aqui os seus representantes. Enviam-nos
atempadamente para negociar a compra de todo o vinho possível, uma vez que ele
se destina não apenas à vinificação independente, mas também a juntar a outros
vinhos de menor qualidade para os aperfeiçoar, sendo esta função feita muitas
vezes nos próprios pios das modernas adegas, que as há cada vez mais requintadas
por toda a parte. Não é propriamente o teor alcoólico que conta nestes vinhos,
mas o seu corpo, a sua espessura e o seu aroma que eles conferem qualidades
organolépticas inexcedíveis.
Pode
afirmar-se sem qualquer margem de erro que, ao fim de 3 anos estas massas
vínicas já representam uma qualidade que lhes permite uma óptima
comercialização. Aos 10 anos o vinho assume praticamente todas as suas
inigualáveis e inigualáveis propriedades de envelhecimento, mas é a partir dos
20 que ele se comporta como autêntico e célebre Vinho do Porto. Isto pode
verificar-se nas muitas garrafeiras também conhecidas por
frasqueiras e que são propriedade privada. Também na melhor adega da
aldeia (Adega de Manuel Cleto Sampaio), que está apetrechada comas melhores
cubas metálicas de fermentação e armazenamento temporário.
Existe nesta freguesia dos melhores bem
como dos mais conceituados da região demarcada do Douro e mesmo do país.
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Na
freguesia a indústria natural é a que se prende com os dois produtos
fundamentais: vinho e azeite. As adegas e lagares tradicionais começaram a
ser substituídos por instalações modernas de que se destacam as cubas
metálicas, ao ar livre.
A Adega de Manuel Sampaio é, a esta data, a mais importante,
dispondo de maquinaria eficiente, alguma dela computorizada. As
melhores quintas possuem também boas instalações vínicas.
Quanto
a azenhas (como aqui se chama aos lagares de azeite), funcionaram até há poucos
anos dois espaços para concepção do Azeite, que deixaram de funcionar devido às
fortes exigências de modernização da legislação Portuguesa.
Se
o vinho fino (port wine) é
dos melhores de toda a região do Douro, o azeite, dada a boa exposição ao sol
das oliveiras, é também de óptima qualidade.
Os fornos tradicionais merecem uma boa recordação, pois ali se fabricava o bom
centeio da freguesia: havia dois no largo central conhecido por Praça.
Substituiu-os uma panificadora mecanizada que, a esta data, deixou de funcionar,
devido à concorrência.
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